Em junho, o boy e eu decidimos comemorar 2 anos de namoro em Buenos Aires. Eu viajante, ele ainda não. Primeira vez que ele saia do país, ainda tem na cabeça que viajar é transtorno, confusão, mas ele sabia o quanto eu queria viajar com ele.

Ele conseguiu 3 dias no trabalho, então aproveitamos a deixa e planejamos uma ida à Buenos Aires.

Consegui um ótimo valor de passagem. Salvo engano pagamos cerca de 700 reais cada um, saindo de Guarulhos, chegando em Ezeiza. O retorno seria pelo Aeroparque, chegando em Guarulhos.

Sabendo da distância que é o Ezeiza, e da dificuldade em utilizar transporte público para chegar ao centro de Buenos Aires, contratamos um serviço de transfer com um motorista brasileiro, e olha, foi a melhor coisa que poderíamos fazer. Custou R$150,00 para buscar e levar nos dois aeroportos no dia e na hora combinado.

Bom, ficamos perto da Calle Florida (como o boy não tinha ido a BsAs quis fazer um pouco de tudo, mostrar os pontos turísticos e tal, então achei que ali era o melhor lugar).

Roteiro 3 dias em Buenos Aires

Chegada – Sábado à noite: após check in no Gran Hotel Dorà, fomos caminhar na Calle Florida. Encontramos o Acapulco Restaurant Parrilla para jantar. Nada demais, com preço justo. Estávamos cansados e a última coisa que queríamos era procurar restaurante longe de onde estávamos.

Após o jantar fomos ao CASINO DE BUENOS AIRES. Quem já foi a algum cassino sabe bem o que lhes espera. Havia alguns anos que não ia a Buenos Aires e haviam me falado que ele tinha sido reformado, estava maior.

Para quem não conhece, e quer conhecer, vá. Não paga para entrar, você gasta o que quiser (estipulamos 100 pesos para cada = 30 reais, mais ou menos), mas se você só colocou no roteiro pra bater ponto, eu acho um pouco de perda de tempo. O clima de cassinos não são lá os mais agradáveis, muita gente fumando, muita gente perdendo dinheiro. Nada como o clima dos cassinos de filmes.

dia 1 – domingo

Tomamos café no hotel e fomos em direção à Plaza de Mayo (1,6km dá pra ir à pé, aproximadamente 21 minutos de caminhada). Fomos à Igreja de Santo Inácio (a igreja de Santo Inácio fica na Calle Adolfo Alsina com Bolívar). Como tenho formação inaciana, queria muito ir a esta igreja. É uma gracinha, mas bem simples, como se é pregada na doutrina inaciana.

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Igreja de Sto Inácio de Loyola
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Apesar da simplicidade das paredes brancas, sem detalhe rebuscado, o altar sobressai aos olhos!

Depois da visita, seguimos para Fiera de San Telmo. No caminho, passar na escultura da Mafalda, na Calle de La Defensa. A Feira de San Telmo, que outrora se concentrava na Plaza Dorrego, hoje toma a Calle de La Defensa. Admito que a melhor parte da feira é a que fica na praça, por isso, não perca tempo vendo as mesmas coisas nas milhares de barracas.

Na Feira de San Telmo, o ideal é não chegar pela tarde pois fica muito cheio. Falam muito bem do café do Coffee Town, que fica no mercado de San Telmo. Apesar disso, optamos por tomar um café num restaurante bem nativo, chamado Bar Defensa. Seguimos caminhando até a Av. Brasil porque eu cismei em ir no Parque Lezama. Eu gostei mais da caminhada do que do parque, que estava vazio. Ele é grande, uma gracinha, mas estava muito fora do burburinho da feira.

Parque Lezama

No caminho de volta, decidimos comer em um lugar que o motorista que nos trouxe do aeroporto havia indicado. Um choripan maravilhoso! Fica numa portinha, de nome Nuestra Parilla, na Calle Carlos Calvo, entre Calle DefensaCalle General Simon Bolívar. Apenas vá! Um choripan custa $30.

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Choripan Maravilhoso!

Voltamos em direção à Casa Rosada, tiramos fotos, e dali caminhamos até a Ponte de las Mujeres, em Puerto Madero.

Puente de las Mujeres

Fizemos tudo a pé. No caminho para o Hotel, paramos num Carrefour e compramos vinho e uns queijos.

dia 2 – segunda

Saimos do Hotel e descemos até a Florida. Pegamos o metro na estação Florida até a Estação Pueyrredon. Subimos a Av. Pueyrredon até Arenales. Na Arenales, tem um restaurante, quase escondido, chamado La Cocina – Empanadas Catamarqueñas. Foi a melhor empanada que comemos em Buenos Aires. Cada empanada custou $25 (25 pesos), pedimos a famosa Pikachu (queijo e cebola) e a de Carne Picante. Tomamos ainda uma cerveja Quilmes 1890, por $50.

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Frente da La Cocina – quase passei reto

 

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Empanadas fantásticas

Voltamos pela mesma Av. Pueyrredon até a Av. Santa Fe (quarteirão debaixo da Arenales) até o El Ateneo Gran Splendid. A grande livraria é uma coisa absurda de linda! Vale a pena uma visita.

O boy quis passar na loja da Beretta, e como não era longe dali, fomos até lá. Íamos comprar algumas coisas, mas a máquina de cartão de crédito não estava funcionando. O que me surpreendeu foi que este problema “técnico” aconteceu com mais frequência por BsAs do que seria normal.

Saindo de lá, fomos pela Montevideo até o Shopping Bullrich. Estava chovendo, e estávamos caminhando (thanks mum pelo casado à prova d’àgua), por isso ficamos por lá, até a chuva dar uma trégua. Não deu. Decidimos seguir até Recoleta, pela Av. del Libertador.

Aproveitamos a chuva e tomamos um sorvete na Freddo, em frente ao Cemitério da Recoleta. Daria tempo de visitar, mas a chuva nos desanimou, e visitar cemitérios, independente de quais, ainda é bem mórbito. Com a chuva mais fina, fomos à Floralis Genericas (aquela grande flor de metal). Ela fica atrás da Faculdade de Direito. Admito ter ficado um pouquinho perdida até acha-la, mas deu tudo certo! Decidimos jantar no Hard Rock Café, que fica no Buenos Aires Design Shopping.

Voltamos para o hotel de taxi. Fim de dia, ensopados e exaustos.

dia 3 – terça

Saimos do hotel por volta das 10:00 e fomos até a  Galerias Pacífico, na Calle Florida. O objetivo era pegar um taxi e ir até o bairro de La Boca. Porém, ficamos conversamos enquanto andávamos e quando percebemos, estávamos em San Telmo. Seguimos percurso a pé.

Se você for lá antes de caminhar pela Calle de la Defensa, não tire foto com a Matilde por lá. Eles cobram para que você tire foto com a personagem, enquanto a estátua “original” da defensa é gratuito. Apenas tem que esperar na fila (se você for dia de semana, não haverá filas). Caminhamos pelo Caminito, fomos ao Estádio do Boca Junios – La Bombonera/Museo del Boca).

Matilda em San Telmo

Pegamos um taxi e fomos até o Café Tortoni. Por incrível que pareça, com suas devidas proporções foi um dos cafés mais baratos que tomamos. Pedimos um café e churros con chocolate para o boy e alfajor e cappuccino para mim. Os churros são absurdamente bons e vem 3 (dá pra dividir).

Saindo de lá, subimos até o Obelisco. Seguimos até o Teatro Colón.

Ainda não tínhamos comido uma parrillada, por isso, aproveitamos o último dia para colocar o pé na jaca.Fomos ao Restaurante Don Ernesto. O preço, salvo engano, ficou 400 pesos para o casal, com cerveja.

Á noite fomos a Palermo Soho, no Temple Bar.

Vocês devem estar sentindo falta do tradicional show de tango. Como o tempo era curto, e nem eu nem o boy queríamos muito assistir, acabamos decidindo em ocupar nossas noites de outras formas: bebendo vinho. Do lado do hotel tinha diversas bodegas e a cada noite íamos a uma e comprávamos um vinho diferente. No final das contas, cada mala ganhou um extra de 6 garrafas. Sim. Trouxemos 12 garrafas de vinho (para quem quiser saber, foram 6 de Alma Negra e 6 de Angeliza Zapata – Malbec). O funcionário da companhia aérea que estava num dia maravilhoso, decidiu “errar” os número de propósito e me ajudou a economizar 100 reais de excesso de bagagem. Ele me disse: “se vem à Argentina tem que sair com vinho sim. Ops! Apertei o botão errado aqui! Seu excesso ficou em 80 reais”.

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