Viajar sozinha é um tabu. Tem muita coisa envolvida: medo de estar sozinha, medo de não conseguir aproveitar, medo de ter medo de estar fora sozinha, medo da pessoa que vai sentar ao meu lado durante o vôo…

Mas não me impediu de ir, logo ali, no Canadá, visitar uma grande amiga em Calgary (e fazer uma viagem linda pela Rocky Mountains – que irei contar noutro post futuramente) e visitar Vancouver, ai sim, all by myself. Fui em maio, então as temperaturas estavam amenas (frio, estava frio), e acho que foi uma ótima época. Não peguei chuva, e o sol esquentava o suficiente pra não congelar. Conseguimos fazer passeios lindos e nada foi empecilho.

Saindo de Calgary, minha amiga me levou ao aeroporto, que fica afastado de onde ela mora (cerca de 25km), e acabou me economizando CAD59,00.

Para se ter uma ideia, um taxi do aeroporto até Downtown, em Calgary, custaria, em média CAD42,92.

DIA 1

Cheguei no Aeroporto de Vancouver (YVR), e como em Calgary, achei super estranho a esteira de bagagens ficar fora da área de desembarque. Peguei a mala e fui em direção ao trem. O desembarque doméstico fica no segundo piso, e foi só subir as escadas rolantes e seguir as placas para The Canada Link. O trem custa CAD9,00 e me levou até Granville, onde era meu hostel. O trajeto demorou uns 25 minutos, mais ou menos, e da estação até o hostel,  mais 5 minutos de caminhada (estava com mala e não tive problemas em arrasta-la pelas ruas).

Fiquei no Beaver Vancouver, num quarto com 4 camas. Quando cheguei, 3 camas já estavam ocupadas. Tinha que sair para comprar uma toalha (eu esqueci a minha na casa da minha amiga, secando atrás da porta do banheiro ahahah). Fui a uma loja de departamento que ficava por perto, The Bay, e lá descobri que existia essa marca Hudson´s Bay Co., que tem uma estampa padrão (listras azuis, vermelhas, amarelas e verdes, com listras brancas entre elas). Essa marca tem mais de 300 anos de história e seus produtos são bem caros.

Continuei a caminhada pela Granville St. até o Canada Place, em Waterfront. É uma espécie de pier, mas sua arquitetura nos dá impressão de ser um grande transatlântico.

A ponta do pier/barco te dá uma vista linda das montanhas, do Stanley Park e da Lions Gate Bridge. O Canada Place tem ainda o Fly Over Canada, uma  espécie de simulador de vôo sobre o Canadá, de costa a costa. Custa CAD20.75 e tem descontos para crianças, estudantes, adolescentes e idosos.

Voltei para o hostel, e tentar interagir com alguém. Minhas roommates chegaram junto comigo: duas americanas e uma sul-africana. Passamos o resto da noite no pub do hostel, pois havia um evento por lá: competição de papel-pedra-tesoura.

DIA 2

Pela manhã, acordei cedinho (por volta de 6:30) e voltei à região de waterfront. Caminhei até a Marina, onde existem algumas casas flutuantes.

A caminhada até lá é muito agradável. A vista do Stanley Park e das montanhas é de tirar o fôlego.

De lá, aluguei uma bicicleta na Bay Shore (745 Denman St), pertinho do Stanley Park. A loja para aluguel abre às 9 da manhã.

Umas das melhores formas de passear pelo Stanley Park é de bicicleta. O parque é enorme, e assim você consegue ver mais do parque em menos tempo. O aluguel custou CAD12 por duas horas, comi alguma coisinha pelo parque mesmo e devolvi a bike.

Por volta das 13:00, me encontrei com o primo do marido da minha amiga (essas indicações tem tudo para dar errado né? Ainda bem que ele era super agradável e a companhia foi excelente). Ele adora minha amiga e se propôs a ser meu guia por aquela tarde.

Encontrei com ele em um “ponto de aquabus” próximo da Granville Island e atravessamos o False Creek até Granville Island. o Aquabus é um barquinho que te transporta para Granville Island pelo False Creek. A passagem custou CAD3,50. Não espere que seja um passeio. O trajeto é rápido, informal e não considero nada turístico. É apenas um meio de transporte diferente.

Caminhamos pela Duranleau Street e Cartwright Street, umas ruazinhas atrás do mercado cheia de restaurantes e studios de arte. Chegamos ao restaurante Dockside que tem uma vista linda do False Creek. Saindo de lá, passamos em frente à uma espécie de fábrica de cimento, e nas torres haviam enormes murais dos Gêmeos. Artistas brasileiros super bem conceituados. Foi uma surpresa ver uma obra deles ali, enorme, 360°… Deu um orgulhinho de saber que eram compatriotas sabe!?

De lá, caminhamos até o Museum of Vancouver onde tem uma aranha gigante na porta. O ingresso custa CAD15,00. Por motivos de falta de tempo, decidi aproveitar para explorar mais Granville Island e não entrei. Continuamos caminhando, passando pelo Vancouver Maritime Museum, e chegamos à Kitsilano Beach Park. Na beira da praia, cheio de quadras, o parque vive cheio de pessoas praticando esportes, uma delícia. Próximo das quadras, há uma piscina pública, bem de frente ao mar (estava gelado, por tanto, vazio, mas imagino que no verão deve ficar lotado). A praia fica na  Cornwall Ave e, por lá, tem diversos bares e restaurantes.

Fomos ao Local Public Eatery. Comemos Guacamole  e chips (CAD 6,50) e tomei uma cerveja canadense, que o nome me foge a memória. O lugar é super legal, com uma varandinha agradável e muita gente bonita. Estava lotado, mesmo com o tempo frio.

Voltamos para a área do Public Market, quando finalmente fomos nele. Experimentei lá um dos melhores fudges! Acabei comprando o fudge de chocolate e de maple syrup. Aliás, já que quem está na chuva é pra se molhar, experimentei tudo quase tudo com maple syrup (biscoito, chá, chocolate, o xarope, manteiga…), afinal de contas sabia que não encontraria aquelas guloseimas em outro lugar.

Já no final do dia, o John me convidou para comer um salmão num restaurante dali. Disse que o salmão era o “peixe típico do Canadá”, e que naquele restaurante, tinha um dos melhores pratos! Como negar?

Fomos ao The Sand Bar. A vista é linda, e o restaurante super agradável. Pedi um salmão com açúcar negro. Pensei que iria me arrepender com a escolha, mas não! O prato era simplesmente fantástico!

Já no fim do dia, peguei  o aquabus para retornar para o hostel. Tomei um banho e fui com a minha roommate sul-africana para dar uma volta à noite.

DIA 3

Havia combinado com a sul-africana de passearmos juntas. Conversamos mais e descobri que ela também estava sozinha. Fomos novamente ao Canada Place, que é um ponto de encontro de onde saem os ônibus para Capilano Suspension Bridge. O serviço de transporte até a ponte é um shuttle fornecido pela Capilano. O ônibus faz um trajeto por alguns outros pontos (veja aqui) e é gratuito.

A Capilano Suspension Bridge é uma ponte suspensa, construída em 1889 (mas que constantemente é reforçada, sem perigos) dentro de um parque. Além da ponte suspensa, ainda há um emaranhado de pontes por dentre as árvores, e por um penhasco. O ingresso custa CAD39,95 e vale a pena. Bom, se você não tiver medo de altura né?! Se tiver, melhor não passar por lá! Dá pra ficar por horas por ali!

Saindo da Capilano, pegamos o shuttle de volta para Canada Place e fomos para Gastown. Estávamos atrás do famoso relógio a vapor (steam clock), que fica em frente ao 305 Water Street.

Vancouver, BC Scenics

Andar por Gastow é uma delícia! Continuando a Water Street, ao chegar na Carral Street tem a estátua de John Deighton, também conhecido como Gassy Jack, um britânico que foi para o Canadá e abriu um pub em Gastow. O nome da região, inclusive, é por causa dele.

Por falar em pub, o mais antigo de Vancouver fica em Gastow, o The Lamplighter, que fica a um quarteirão do steam clock.

Comemos no The Old Spaghetti Factory. Eles tinham uma promoção de entrada + prato principal + sobremesa por um preço médio de CAD12,95.

Como Chinatown é do lado de Gastow, fomos à pé até lá. Chinatown em Vancouver é como qualquer uma em qualquer lugar do mundo, não vou mentir. Não gostei, e achei um pouco de perda de tempo.

Minha roommate me convidou, então, para ir a um shopping fazer umas comprinhas. Seria o único shopping que iria na viagem, então fui. Pegamos o trem em Pacific Central em direção à Metrotown. O metrô tem conexão com a entrada do shopping, é moleza.

Terminamos o dia ali, e voltamos para o hostel.

DIA 4

Só tinha poucas horas da manhã antes de voltar para Calgary. Aproveitei para ir na Pendulum Gallery, uma galeria de arte com um pendulum de 1600kg que fica pendurado no teto.

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Hora de voltar para o hostel, pegar a mala, e voltar para o Aeroporto.

 

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