Depois de alguns anos da mudança de uma grande amiga para o Canada, decidi viajar para lá e passar alguns dias com ela. Fiquei na casa dela, enquanto estive em Calgary, Alberta, e depois fui para Vancouver (já falei do meu roteiro aqui). Meu voo foi de Guarulhos – Toronto – Calgary. E, ao contrário do que eu imaginava, foi bem mais tranquilo do que eu imaginava (a não ser por um casal que se conheceu no voo, se embebedou e hmm digamos que foram banidos da AirCanada por atitude imprópria).

No meu primeiro dia, ficamos em Calgary. Fomos a downtown pra ela me mostrar um pouco da cidade. Vimos os walkways que interligam diversos prédios no centro da cidade. Essas pontes são chamadas de Plus 15 e ficam a cerca de 4,5 metros de altura e somam quase 16 km.

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Walkway Calgary – imagem da web

Começamos a pegar a Trans Canada Highway, pela Rocky Mountains. Que vista maravilhosa essa highway te proporciona!

Estas pontes foram construídas para ajudar os animais atravessarem de um lado ao outro sem precisar passar pela rodovia.

Nossa primeira parada foi em Canmore, a 100 km de Calgary. Uma cidadezinha bem pequenininha, aos pés das montanhas. Onde quer que você olhe, a vista é de tirar o fôlego. A minha amiga queria que eu visitasse aquele lugar pois fora a primeira cidade que ela morou.

Canmore
Uma visita ao supermercado e VRÁ! Olha a vista! – Canmore

Caminhamos por uma matinha, mas aí, este aviso nos alertou que não estávamos sozinhos!

Fomos avisados né?! Hora de prosseguir viagem hahaha

Continuamos nossa roadtrip pela Trans Canada Highway, e paramos em Banff. A cidadezinha é maravilhosa. Cheia de detalhes!

Banff é uma cidade resort onde tem diversas fontes de águas termais. É por lá que se encontra um dos lagos mais famosos do Canada, o Lake Louise.

A cidade é uma delícia para passear à pé. Deixamos o carro num estacionamento no final da Banff Ave. e andamos por lá. As ruas são repletas de lojinhas e restaurantes. Minha amiga me disse que os equipamentos de neve, esqui, etc, são mais baratos em Banff. Constantemente eles fazer promoções e ela chega a viajar os 135 km de distância entre Calgary e Banff para poder fazer boas compras (e dar uma esticada e aproveitar a cidade).

Passamos no Moraine Lake, um lago de água glacial. Nunca havia visto um lugar tão lindo! A cor da água era fantástica, como espelho, refletia o azul do céu e a montanha que fica ao seu redor. Caminhamos um pouco por lá. O lugar é cheio de trilhas, e quem gosta de fazer caminhadas no meio das montanhas é um ótimo destino.

Cenário inacreditável

Mudança de tempo! Olha a chuva!

Nos preparávamos para irmos ao Lake Louise, quando uma chuva torrencial caiu. Junto com o frio, decidimos por prosseguir viagem e tentar voltar lá no dia seguinte. O clima na Rocky Mountains é bem imprevisível. Um dia ensolarado, sem núvens no céu não significa um dia sem chuvas.  Tenha isso em mente quando for planejar uma visita por lá. Tenha um plano B caso a chuva te pegue no meio do caminho.

A família do marido da minha amiga tem um chalé em lugar chamado Edgewater, então decidimos passar a noite lá (e economizar um dinheiro ao invés de pegar um hotel). No caminho, passamos por Radium Hot Springs. São termas ao ar livre, e as pessoas ficam na piscina, na boa, sem medo do frio do lado de fora (não tinha a menor condição de entrar na água pois medo de congelar não tinha me preparado com biquini para isso.

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Radium Hot Springs – imagem da web
Me bastava a lareira e o chocolate quente, mas ainda tem essa vista da cama – Edgewater

No caminho de volta, a chuva nos pegou novamente e decidimos ir em outros lugares, e ver se o tempo melhorava. Fomos em direção à Johnston Canyon. Chegamos cedo para evitar o grande fluxo de turistas por ali.

Como disse anteriormente, o clima nas montanhas é bem imprevisível e ao chegarmos no Canyon estava super agradável. Existem duas trilhas para se fazer por lá: a da Upper Falls (2,5 km) e a Ink Pot (5,8 km). As trilhas são tranquilas de se fazer, apesar de alguns pontos mais íngremes que outros, existe toda uma estrutura para que o visitante tenha segurança para o trajeto escolhido.

Logo na entrada da trilha, tem um quiosque que vende souvenir e uma lanchonete. Todo a caminhada é feita na beirada do rio e há alguns caminhos para se chegar bem próximo das quedas d´água. A força da água esculpiu túneis e as beiradas das rochas que tomam conta da paisagem. Dependendo da época que se visita, a força da água é impressionante!

Mais impressionante ainda é saber que aquela queda d´água, de força descomunal, fica congelada durante o inverno!

Não me arrependi por ter optado por Johnston Canyon ao invés do Lake Louise com chuva. O passeio é uma delícia!

Voltamos a Calgary naquela noite. O filho de minha amiga ficou com os avós e fomos à Grey Eagle Casino. Cassinos são sempre aquela coisa: focamos em Vegas dos filmes de Hollywood e acertamos num bando de pessoas, aparentemente, deprimidas, tentando a sorte, gastando parte das economias de uma vida inteira. O Cassino também tem uma sala para Bingo e dois restaurantes (além de dois bares).

Infelizmente, as férias foram curtas. Foram nove dias (Calgary + Rocky Mountains – 4 dias, Vancouver + 3 dias e Calgary novamente + 2 dias, incluindo dia de volta) e, apesar de ter desejado ficar mais, o tempo foi bom.

Apesar do que algumas pessoas pensam por ai, o visto canadense é, sim, exigido para muitos brasileiros. Ele não é exigido se, e somente se, você já tiver o visto canadense emitido nos últimos 10 anos, ou se tiver o visto americano válido. Preenchendo estes requisitos, é necessário, então emitir um eTA (eletronic Travel Authorization) que é uma autorização eletrônica com emissão mais rápida e barata do que o visto tradicional. No entanto, se você não preencher os requisitos, o visto tradicional deverá ser requisitado.

BONUS – pelo caminho passamos pela Castle Mountain! Linda! Enorme!!!


 

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